Algumas causas do insucesso escolar

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1) Barulho excessivo. Que o adolescente goste de conversar todo mundo sabe, porém se esse não se controla acaba exagerando e dessa maneira não consegue acompanhar os raciocínios e explicações dos professores que exigem sempre silêncio, atenção e concentração. Exemplo: imagine você numa aula de matemática que fique conversando ou que fique com a cabeça em outro mundo, em outras coisas, se você perde a linha de raciocínio de resolução do problema você não vai entender mais nada. E também não irá adiantar tentar resolver exercícios sozinho, pois se você se perdeu e não pediu ao professor que voltasse, então você não vai conseguir. A menos que consiga depois que algum colega lhe explique ou que consiga ver em algum livro ou site passo a passo e segui-los sozinho.

2) Arrogância. Todos sabem que adolescentes são extremamente arrogantes, mas precisam aprender a moderar isso, porque do contrário deixam de aprender e persistem em erros bobos. A arrogância e aprendizagem são totalmente opostas. Se o aluno acredita que já sabe sobre um determinado assunto ou que ele já entendeu tudo que havia para entender de um determinado conteúdo então a partir deste momento ele não aprende mais nada. Exemplos de arrogância: o professor de física, ou filosofia, ou geografia vai corrigir o aluno de um erro de grafia. O aluno imediatamente encontra uma justificativa para não ter que ouvir o que o professor lhe diz: “você é professor de português?”, ou “o professor também não erra?”. Ou seja, o aluno é incapaz de aprender. Está fechado na sua arrogância e não ouve, não aprende.

Uma outra situação boba em relação à arrogância é quando um aluno acabou de aprender um conteúdo e o seu colega tem dificuldades de entender. O aluno na hora já condena o colega: “você é muito burro!”, “eu nunca teria paciência para ser professor!”. Quando é conosco toda paciência do mundo é requerida, já com os outros que se danem.

Outra situação: “ah isso eu já sei, professor!”, “isso nós já vimos”. Ah sim? Então explica. “Humm, ah era mais ou menos que falava de que…”. Nessas horas faria bem Sócrates. E foi por isso que Sócrates foi morto, por desmascarar tanta ignorância daqueles que se pretendiam os conhecedores, os que “já sabiam” sobre tudo.

3) Criação de dialetos. Os alunos hoje em dia cada vez menos conseguem entender o português padrão. Seja por causa da linguagem dos bate-papos virtuais, seja por causa das gírias excessivas que criam, seja porque lêem muito pouco e porque escrevem quase nada em português formal. Poderiam muito bem criar um blog e escrever alguns pensamentos e idéias que possuem, ou algum conto, ou poesias, ou mesmo um diário particular, que poderiam criar para praticar. Os alunos mesmo no ensino médio ainda têm dificuldade de entender que a escrita é diferente da fala. E que para escrever bem precisam de humildade, querer aprender, treinar bastante e ler. Os alunos ainda costumam dizer: “quando estou na internet escrevo ‘tudo errado’”. Como a aprendizagem depende de treinamento  também, os alunos acabam treinando e aprendendo o famoso “internetês” ao invés da linguagem formal. Seria isso também culpa do senhor Marcos Bagno e suas teses sobre o “preconceito lingüístico“? Não estaríamos caindo justamente no que os críticos do sr. Bagno já temiam? Ou seja, o aluno preso dentro de uma capsula não conseguindo compreender nada além daquele contexto de linguagem que ele criou.

4) Não ver sentido no que lê. Os alunos costumam ler passivamente. O que isso significa? Que já se acostumaram a ler um texto sem que esse lhe faça o menor sentido. Os alunos não ficam incomodados que não entendam um texto. Porque se acostumaram que ler e entender são coisas diferentes. Mas aí vai uma novidade meio antiga: Não são! Leitura sem entendimento é como um robô que sabe pronunciar os sons das palavras, mas não sabe o que está dizendo. O aluno precisa se esforçar por entender os textos com todos os recursos que ele possuir: ler o texto se fazendo algumas perguntas e tentando respondê-las mentalmente, ler o texto e escrevendo nele palavras pesquisadas no dicionário, se esforçando para ler uma frase inteira e tentar assim buscar o sentido da palavra desconhecida na frase, pesquisar na internet ou em livros informações desconhecidas, etc. Há ainda sobre esse assunto o problema que como o adolescente não está muito acostumado com a leitura, então facilmente desiste ao se deparar com palavras, informações, nomes que não conheça. Como não tem prática de pesquisar e procurar saber, conhecer, então desiste logo. Mesmo jornais e revistas apenas procura ler somente ou caderno de esportes, horóscopo, resumo das novelas, ou páginas policiais. Isso quando não ficasó nos placares e nas imagens. Esses dias vi um aluno na biblioteca lendo um livro: me assustei e me animei ao mesmo tempo, porém depois vi que era um livro de imagens divertidas.

Como ler um livro?

5) Excesso de pressa. Os alunos são muito apressados. Acreditam, talvez, que como vivemos numa época muito dinâmica, onde tudo é muito rápido, que aprender também seja assim: pá, pum, tá aprendido! Errado! Pá, pum, nada. É preciso calma, silêncio, TEMPO, para se assimilar conteúdos novos. Ler quantas vezes for preciso em busca do sentido. Então o aluno lê um texto todo corridinho e por cima, passa os olhos, lê uma prova totalmente desatento, responde uma prova em questão de segundos, faz um trabalho da mesma forma. Ou seja, não quer “perder” tempo com o seu próprio aprendizado. E no fim quer ser premiado por isso, ou quer achar que realmente aprendeu algo. Infelizmente, não aprendeu e está longe de aprender. Enquanto não mudar essa postura dificilmente irá aprender.

6) Relativismo vagabundo. Hoje em dia o relativismo está na boca do povo. E como não poderia deixar de ser está na boca dos alunos também. O professor ensina algo e o aluno diz: “isso é o que o senhor pensa, professor!“. Isso ainda não chegou na aulas de ciências naturais, ou exatas. Mas em filosofia, sociologia, história, dependendo do que se diga, ou se explique, o aluno crê que pode desqualificar tudo que o professor está dizendo com essa simples frase. Até concordo que o aluno verifique se as informações dadas são verdadeiras ou não, se estão corretas ou não, mas simplesmente anular tudo que o professor está explicando? Até mesmo em correção de provas já ouvi de um aluno: “como tirei essa nota? isso é o que senhor pensa! o que eu penso está correto“. Quer dizer que a objetividade deixou de existir? É o reino das opiniões? Se as teses relativistas fossem radicalizadas na escola os alunos começariam a contestar inclusive matemática, física, química usando-se dos conceitos, dados e informações que eles possuem nas comunidades onde vivem, levando em conta o contexto onde moram, o saber produzido por aquela comunidade, etc. Absurdo.

EduacaoNotas

7) Inversão de cobrança. Há uma tirinha que mostra como era a escola há 30, 40 anos atrás onde o aluno quando tirava notas ruins os pais cobravam dele e hoje em dia quando o aluno tira notas ruins os pais, os alunos, a direção, os secretários da educação e se bobear até o ministro da educação cobram dos professores que se atualize, que mude seus métodos, que valorize mais o que o aluno já traz, que reveja seu método de ensinar, avaliar, que compreenda os “tempos modernos”, etc. “Temos modernos” esses que ninguém sabe dizer exatamente como são. Essa “aprendizagem moderna” que está aí a produzir legiões de analfabetos funcionais. Porém se crê que tudo isso se deve a um atraso por parte dos professores a se adaptar ao novo contexto. Gostaria que explicassem exatamente que contexto é esse onde os alunos aprendem com barulho, sem esforço, sem disciplina, sem estudo pessoal, sem leitura significativa, sem provas, etc. Por favor, me atualizem.

8) Trabalho e aprendizagem. Os pais costumam em um bom número achar que trabalhar é mais importante do que os estudos, do que aprender. O conhecimento para os pais possui um valor superficial. Eles defendem e aparentemente se importam com a escola, com os estudos, porém tudo apenas com o objetivo de que seus filhos consigam sair de casa e tenham um bom emprego. Tanto assim que se surgir a oportunidade de um bom emprego para um aluno de escola pública de comunidade mais simples o pai fará de tudo para que o aluno consiga o emprego e se der para estudar, tudo bem, porém se não der, paciência. O conhecimento como algo que motiva, anima, alimenta o ser humano é algo que passa longe. O conhecimento como instrumento para o ser humano se entender melhor, viver melhor, agir politicamente com mais consciência e etc é algo que perdeu todo o sentido. O conhecimento é mero meio para ascensão social. O que é lamentável. Uma redução incrível da humanidade do homem a sua condição de trabalhador.

9) Ausência de material adequado ao nível cultural dos alunos. Com alunos analfabetos funcionais, ou semi-alfabetizados, acostumados com linguagem de internet, gírias, completamente desacostumados com a leitura, que ainda não perceberam que escrita e fala são coisas diferentes, com vocabulário pobre, com informações muito precárias, ou pouco ricas, não há um livro que seja capaz de servir perfeitamente para um aluno assim. Não há, simplesmente não há. A menos que se use com alunos de ensino médio livros que usuaríamos para crianças. Ainda assim quando formos explicar é preciso de todo um cuidado para se fazer entender, se fazer claro. Quando entro numa livraria já me desanimo ao folhear os livros e ver todas aquelas palavras que já sei que meus alunos não conhecem, ou todas aquelas informações que sei que eles não dispõem e nem correrão atrás para conseguir entender o texto e ainda enriquecer seu vocabulário pessoal.

10) Falta de autonomia. Ou seja, o aluno não é autônomo. Depende sempre que cobrem dele, exijam dele constantemente. Cobrem horários, material, trabalhos, estudo pessoal, que leia, etc. Isso é terrível! Por quê? Porque o dia que não cobrarem ele não fará. E ele só faz porque cobram e não porque ELE QUER, porque ele vê sentido, porque ele entende que é importante, útil e, principalmente, prazeroso! Precisa de alguma regra fora dele dizendo para ele como se comportar, como fazer. A palavra autonomia vem do grego e significa lei própria. Ou seja, o sujeito autônomo seria aquele que se dá a si mesmo as leis, as regras e procura viver de acordo com essas. Ao contrário do aluno heterônomo que precisa de uma lei externa, fora dele (heteronomia). Alunos que precisam sempre de alguém tirando pontos deles, dando “puxões de orelha” verbais, sermões para ver se ele consegue finalmente entender que aquilo é importante para ele. Essa é a maior das batalhas. Se o aluno se torna autônomo, consegue ele próprio se organizar, estudar, sem que ninguém lhe cobre, se ele pesquisa, se interessa sozinho, meu deus, ele está, sem brincadeira alguma, a um passo do paraíso. Esse aluno está prestes a se tornar um modelo para tantos outros. Foi o que fez a escola da Ponte em Portugal, investiu no desenvolvimento da autonomia dos alunos trabalhando por projetos e hoje consegue atingir excelentes resultados de aprendizagem com alunos considerados problemas, difíceis. Consegue ensinar em tempo recorde e uma aprendizagem efetiva. Entrevista com José Pacheco: http://www.youtube.com/watch?v=FIbbMEiVmoU

11) Ausência de sonhos. Um aluno de ensino médio de escola pública está muito desanimado, desmotivado na maioria das vezes. As coisas que o motivam são: parafernálias tecnológicas (celular, videogames, televisões de última geração, ipods, computadores etc), namorar, festinhas, a possibilidade de algum trabalho. Um aluno de ensino médio de escola pública não costuma pensar em universidade. Acha tudo isso muito distante, muito longe de sua realidade. Pouco importa que venham pessoas do Acre, ou de municípios do interior do estado como Trombudo Central, Xaxim, etc e tirem suas vagas na UFSC ou UDESC ou IFSC. Para o aluno é mais importante arranjar uma namoradinha, um namoradinho, fazer sexo, considerar-se mais maduro por isso, engravidar, ter um filho, morar junto e só. Um trabalho no supermercado, ou atendente de loja, telemarketing, ou com os próprios pais e a vida é isso. Alunos imaturos que fazem sexo e se consideram maduros por isso. Quem dera que os alunos fossem mais inocentes para essas questões sexuais e se focassem realmente em conhecer, aprender. É lamentável que muitos alunos possuam uma visão tão limitada da vida e não tenham sonhos maiores (e que não persigam esses sonhos obsessivamente).

12) Estudo como valor. Houve épocas que o estudo era um valor importantíssimo. Para alguns era importante porque fazia com que a pessoa se destacasse na sociedade como alguém culto, inteligente, respeitável. Para outros era importante porque realmente motivava a conhecer mais as coisas: aprender um novo idioma, ler um clássico da literatura, conhecer melhor o universo, entender o que disseram os grandes pensadores da humanidade, dialogar com as mentes mais instigantes que a raça humana já produziu, etc. Para outros era a possibilidade de ascender socialmente. Subir na escala social. Então havia uma pressão grande para que se estudasse, se dedicasse. As pessoas que tinham quarta série, ou quinta série primárias eram muitíssimo orgulhosas disso. Lembro de um senhor muito humilde que conheci que se orgulhava muito de ter a quinta série primária. Lê jornais, revistas até hoje e os compreende. Apenas com a quinta série! Um aluno de ensino médio hoje não sabe sequer ler! Portanto, hoje em dia, o saber perdeu a importância e o valor. Muitos grandes empresários, pessoas da alta sociedade, políticos são completamente ignorantes. São pessoas que cometem erros grosseiros de conhecimento, que consideram o saber uma bobagem menos importante do que ter dinheiro e ao invés de se instruir contratam as pessoas que eles chamam de “nerds” que “perdem seu tempo” estudando e não fazendo outras coisas “mais divertidas” ou “estimulantes”. Não são poucos os empresários, artistas, políticos que se orgulham de ser ignorantes.

13) Conhecimento como prazer. É impossível que os alunos não consigam se motivar pelo prazer que o estudo proporciona. Aprender uma nova língua (seja ela qual for), ler um livro clássico que comoveu milhões de pessoas e se tornou uma peça rara e importante para uma nação, ou que tenha se tornado imortal e se leia até hoje (lembrem de livros como a Ilíada e a Odisséia de Homero, com mais de dois mil anos e que até hoje são clássicos importantíssimos). Ou um livro de história que ajude a entender melhor como chegamos até aqui, por que pensamos o que pensamos, por que há as instituições que temos… Ou livros de ciência que nos estimulem a querer entender o universo, a natureza, a querer explorar mais. O conhecimento por si só é estimulante. Porque como diria Aristóteles “todo homem deseja por natureza conhecer“. Resta saber por que motivo os alunos encobrem essa sua natureza com outras coisas, outros interesses e deixam de querer buscar o conhecimento para gastar horas com outras atividades. Se vê claramente a diferença entre uma criança de 11 anos (quinta série) e um adolescente de 15, 16, 17. A criança é naturalmente curiosa e animada, empolgada, quer saber de tudo. Quanto mais nova mais curiosa. O adolescente tem aquele perfil sonolento, entediado, desanimado, jogado, tudo é um tédio, não vê a hora de chegar em casa e ir para o MSN, ou para o videogame, ou para suas músicas. Com o conceito de adolescente criamos monstros que em outras gerações não existiam.

14) A idéia de adolescência. Em outras épocas não havia um respeito pela idade da adolescência. Nem existia essa idéia. A criança era vista como um pequeno adulto que já podia realizar tarefas de adultos. Meu avô aos oito anos trabalhava como pequeno adulto. Tinha lá algum brinquedinho, quando tinha, não podia de maneira alguma participar das conversas dos adultos (hoje há adolescentes dizendo aos pais como devem viver, agir, etc), não havia uma moda específica para essa idade (roupas próprias), livros próprios escritos para adolescentes (isso nunca existiu!), mas de maneira geral era educado para ser uma pessoa séria, para não falar bobagens, ouvir mais do que falar. Hoje, acreditamos que existe uma idade chamada infância e outra adolescência que devem ambas ser respeitada. Se o adolescente não quer estudar, tudo bem, é assim mesmo, dizem. “É da idade, professor”. Se o adolescente passa o dia todo em frente a tv, ou ouvindo música também é da idade. O que isso significa? Que nesta idade é assim e que nada que eu fizer vai mudar isso? Então, por favor, tragam-no de volta aqui quando ele sair dessa “fase”. Entendo que nesta idade o adolescente queira se rebelar, negar a família, buscar seus pequenos grupos, que só se interesse por música e pequenos dramas existenciais, mas com moderação, por favor. Ou que assuma suas escolhas e seja confrontado com a liberdade. A época da adolescência é a dos grandes impulsos, grandes paixões avassaladoras e decisões impensadas. Se o adolescente arcar com a responsabilidade que a liberdade lhe proporciona, ótimo. Do contrário acho muito sério. Se tornará depois de uns anos como se diz por aí um “adultescente”. Sujeito com 30, 40 anos que se comporta feito adolescente, fala como adolescente, age como tal. Sem responsabilidade, não sabe tomar decisões, se comporta como criança grande, imaturo, desorientado, etc.

Meu avô hoje diz: “eu comi do ruim”. Isso significa que de maneira alguma ele quer esses tempos novamente. E nem eu quero. Mas vejo algumas virtudes de épocas anteriores que hoje se perderam completamente com certos oba-obas da “modernidade”. Eu de maneira geral desconfio de tudo que é moderno, porém também sou crítico em relação ao passado e acho que temos sem dúvida muito que aprender com esse. Afinal de contas, antes as pessoas aprendiam de verdade e hoje não.

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7 comentários sobre “Algumas causas do insucesso escolar

  1. Curioso, é a segunda pessoa que me questiona isso. Por que será? Fui eu mesmo que escrevi o texto. Não dá para notar o mesmo estilo de escrita, as ironias, as repetições? hehe, não entendi mesmo.

    Se alguém achar o texto no google ou em alguma revista, ou qualquer outro lugar me avise.

    Ficou meio grande pois essas são questões que venho pensando há algum tempo e elas se repetem, repetem, entao achei que seria bom escrevê-las mesmo que meio superficialmente para posteriormente aprofundá-las.

    Daniel

  2. Daniel, concordo com você em vários pontos, principalmente a falta não valorização do conhecimento, sendo ele adquirido simplesmente por exigencia do mercado de trabalho.

    Continue se esforçando pelo ensino, pela filosofia.

    Um beijo,
    Cath

  3. Bah, tchê! Parecia que estava lendo meus próprios pensamentos! Parabéns mesmo! Você conseguiu escrever de maneira sucinta as principais razões para o fracasso da nossa educação. Nestes dias tentei falar sobre como as pessoas no tempo dos meus avós sabiam muito mais do que hoje, em uma aula de psicologia da educação, e não fui bem compreendida. Tentaram me convencer de que a razão era que “antes o ensino era para uma elite, hoje nós universalizamos a educação”. Sim, parabéns para nós, universalizamos o analfabetismo funcional! Esta é a sociedade em que vivemos… presidentes que prometem ensinar a pescar o peixe e entregam ele cozido no bolsa família… escolas que prometem ensinar e entregam um diploma… e o resultado: uma sociedade cada vez mais egoísta, fútil, violenta, ignorante e imoral. Professores, uní-vos! Não nos deixemos levar por todo vento de doutrina… mantenhamos firmes a convicção de que é preciso ensinar de maneira ética e “de verdade”, lutando contra todas as adversidades!

  4. Concordo com tudo que você escreveu… Dizer que vive só na “farra” porque é adolescente, não é desculpa.
    Pode-se dizer que a maioria dos estudantes estão muito acomodados, acham que a vida é só curtição e apesar de conselhos e exemplos, continuam a seguir o mesmo caminho.

    • Sem dúvida! E mais… deveria o esforço ser proporcional à idade. Na infância o aluno deveria se dedicar proporcionalmente ao que é exigido pelo nível fundamental, na adolescência pelo que é exigido pelo nível médio, para chegar à universidade ou a um curso técnico, tecnólogo, o que for, capaz de lidar com as exigências desses níveis.

      Alguns alunos estão usando camisetas de formatura de oitava série com os dizeres: “oito anos de tortura”. Imagino que também algumas turmas de ensino médio colocarão isso nas suas camisetas. Fico só imaginando quando entrarem na faculdade e tiverem que começar a aprender de verdade. Ler livros com freqüência, ser capazes de realizar cálculos infinitamente superiores ao que estão acostumados, ser capazes de ler toda semana textos e mais textos de diversos níveis (uns mais simples, outros dificílimos)… Se seguem achando que adolescência é a época da irresponsabilidade, da vadiagem, só de namorar, curtir, se divertir, as conseqüências depois são cruéis.

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